Entre o saber e o risco: prevalência e padrões de automedicação entre estudantes de medicina no norte do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.15343/0104-7809.202650e18792025IPalavras-chave:
Automedicação, Uso Racional de Medicamentos, Estudantes de Medicina, Estudos TransversaisResumo
A automedicação constitui prática amplamente difundida e representa importante desafio para a saúde pública, especialmente entre estudantes da área da saúde. Este estudo teve como objetivo descrever a prevalência e os padrões de automedicação entre estudantes de medicina de uma universidade do norte do Brasil. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, de natureza descritivo-analítica, realizado com 216 estudantes. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário autoaplicável e anônimo, adaptado de instrumento previamente validado. As variáveis investigadas incluíram frequência da automedicação, motivos da prática, classes de medicamentos utilizadas, fontes de aconselhamento e conhecimento sobre riscos e efeitos adversos. A maioria dos participantes era do sexo feminino (70,8%). A compra de medicamentos sem prescrição foi relatada por 94,4% dos estudantes e 80,6% afirmaram buscar aconselhamento com farmacêuticos ou balconistas. Analgésicos e anti-inflamatórios foram as classes mais frequentemente utilizadas. Em relação ao conhecimento sobre efeitos adversos, 59,7% relataram conhecer a maioria deles, enquanto apenas 12,5% afirmaram conhecer todos. Observou-se elevada prevalência de automedicação entre os estudantes avaliados, associada principalmente à familiaridade prévia com medicamentos, falta de tempo para consultas médicas e percepção de conhecimento suficiente sobre os fármacos. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias educativas durante a formação médica voltadas ao uso racional de medicamentos.
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